Archive for the "Mercado" Category

13
Mar

Na passada terça-feira, os operadores de televisão generalista de acesso gratuito foram recebidos no parlamento para uma audição requisitada pelo CDS/PP. O objectivo foi auscultar os actuais operadores sobre a entrada de um quinto canal generalista.

Todos foram peremptórios, indicando que a publicidade escasseará já que será distribuída por mais um canal, que os preços da mesma terão de descer e que por sua vez levará aos operadores a optar por uma programação menos dispendiosa, logo, com menor qualidade. Chega-se mesmo a afirmar que a televisão ao descer o preço do espaço publicitário prejudicará outros meios menores como a Rádio e a Imprensa.

Luís Filipe Menezes, presidente do PSD, defende que a RTP deverá deixar de ter espaço publicitário, no entanto como é público, os valores da publicidade da RTP encontram-se totalmente canalizados para o pagamento da sua avultada dívida.

5
Mar

A nova televisão

Autor: Daniel Marques

Este é um guest-post escrito por Rafael Cruz, vive no Rio de Janeiro - Brasil. É técnico de informática e programador web. Actualmente frequenta a Faculdade de Cinema da Universidade Federal Fluminense, em Niterói, Rio de Janeiro. Rafael escreve para o jornal O ECO, da Ilha Grande sobre turismo e meio ambiente. É aficionado por tecnologia, internet e web 2.0, além de ser um amante do xadrez e da animação computorizara. É ainda autor dos blogs Tecnologia e Cinema e Cucamonga e fundador do Clube de Xadrez Ajax e do Diário da Ilha Grande.

O surgimento comercial da TV, em meados dos anos 40 (mas especificamente após a Segunda Gerra) quase destruiu o cinema. Por quê? Se eu posso assistir filmes na TV do meu doce lar, porque iria ao cinema? Foi aí que uma esperta jogada salvou o mercado cinematográfico: Começou-se a produzir filmes em cores. As televisões domésticas eram preto-e-brancas. O interesse em assistir filmes em cores estourou e o cinema voltou a sua estabilidade. Veja o que uma simples criação pode fazer com todo um mercado. O cinema precisou rever os seus conceitos para não ser nocauteado.

Hoje, vemos situação semelhante com a TV. Sim, a mesma que quase destruiu o cinema, agora está perigando. Na verdade deste os anos 90. Quem é o inimigo desta vez: a internet.

O que está acontecendo? A partir dos anos 90, a internet começa a ganhar força, mas somente no final dele é que as aplicações pra vídeo tornam-se sensação na grande rede. Pra piorar a situação da TV, começou-se a falar em convergência digital e a internet começou a aparecer em outros gadgets, além do PC e laptop. A popularidade de celulares com video, itouchs, handheld, palms e outros brinquedinhos começou a incomodar a TV, pois a internet convergida para eles trouxe uma ilimitada gama de possibilidades de entretenimento. Vejamos uma rápida análise da TV e dos novos meios:

    TV:

  • À cores;
  • Estática;
  • Programação fixa;
  • Robusta;
  • Sem acesso à internet;
  • Baixa qualidade da programação;
  • Comerciais encrustados na programação.
    PCs:

  • Á cores;
  • Estático;
  • Programação sob demanda;
  • Robusto;
  • Com acesso à internet;
  • Tem qualidade de programação, haja vista ser o usuário que a escolhe;
  • Comerciais presentes, mas que podem ser ignorados, sem comprometer o que está se assistindo.
    Laptops e outros gadgets:

  • Á cores;
  • Portátil e prático;
  • Programação sob demanda;
  • Com acesso à internet;
  • Tem qualidade de programação, haja vista ser o usuário que a escolhe;
  • Comerciais presentes, mas que podem ser ignorados, sem comprometer o que está se assistindo.

Como vêem, a TV convencional está em ampla desvantagem em relação aos novos meios audiovisuais. A resposta para esta situação veio com a proposta da TV digital, que promete unir as facilidades que a internet trouxe junto à TV convencional. Ainda não tenho conhecimento de causa para afirmar se esta será uma resposta que terá sucesso em médio prazo, pois devemos lembrar que a TV continuará estática e robusta, desvantagens estas que são abismais em relação a portatibilidade e praticidade dos novos gadgets.

É esperar pra ver.

4
Mar

José Maia Abreu - TVI

Foi assinado ontem um contrato entre a TVI e a TV Cabo que permitirá o desenvolvimento e a distribuição do canal temático informativo “TVI 24″ na rede da Zon Multimédia.

A previsão do arranque das emissões era para o Verão deste ano, no entanto agora fala-se que o canal estará disponível no prazo máximo de um ano.

Num comunicado da TVI informa-se que “com este acto estão reunidas as condições para que a TVI inicie todos os trabalhos conducentes ao desenvolvimento do novo canal de notícias da TVI”.

29
Fev

Meo Sat chegará antes do Verão

Autor: Daniel Marques

A conferência de imprensa de ontem da PT Comunicações confirmou a notícia já dada pelo Controlo Remoto: o serviço Meo vai mesmo avançar para a plataforma do satélite antes do próximo Verão.

Exactamente como aqui já tinha sido anunciado, o satélite de difusão será nos 30º Oeste onde se situam os espanhóis Hispasat.

A PT pretende demarcar-se da (agora) concorrente Zon TV Cabo, apostando na Alta Definição, mas como já adiantei anteriormente, a Zon TV Cabo também já se prepara para iniciar emissões em Alta Definição.

Fica reconhecida a utilidade da emissão via satélite, para cobrir áreas mais vastas onde as linhas telefónicas da PT têm dificuldade em prestar o serviço e no caso da Zon TV Cabo, nas áreas fora da cobertura cabo. Portugal será um dos poucos países europeus que possuirá três plataformas comerciais via satélite: Zon TV Cabo, TV Tel e Meo Sat.

28
Fev

O operador de satélites SES Astra e o grupo Canal+, responsável pela TDT francesa, anunciaram o sucesso do serviço de acesso gratuito à Televisão Digital Terrestre francesa via satélite, cuja designação é TNTSAT.

Um comunicado oficial indica que já foram vendidos 350 mil terminais habilitados a receber os 18 canais gratuitos. É apenas exigida uma antena de 60 cm orientada para a posição orbital dos 19,2º Este e um terminal com o respectivo cartão de acesso integrado.

27
Fev

O critério mais valorizado no concurso para a Televisão Digital Terrestre (TDT) portuguesa, é o critério para uma rápida massificação, inclusivamente, em caso de empate no concurso público este será o critério de desempate.

Faltam apenas 4 anos para que as emissões analógicas cessem. Em apenas 4 anos, quem não tiver aderido a esta tecnologia e adquirido o equipamento necessário, deixará de ter acesso à televisão terrestre.

Esta situação levanta muitas dúvidas, já que o equipamento imprescindível para o acesso à TDT não será subsidiado, encontrando-se o sucesso de adesão directamente relacionado com a venda dos equipamentos.

25
Fev

Antena interior de Televisão Digital TerrestreO concurso para a Televisão Digital Terrestre, que pretende substituir o actual sistema analógico em 2012, será lançado amanhã.

Este primeiro concurso pretende atribuir frequências para o serviço de TDT pago e definir qual será o operador que assegurará a distribuição do sinal.

A portaria que lança o concurso público foi assinado ontem pelo ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino, e o ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, segundo a agência Lusa.

O concurso em questão envolve duas licenças, uma para um operador que distribua o sinal e outra para um operador que faça a gestão dos conteúdos. Ao todo são dois multiplexers de cobertura nacional e três de cobertura regional.

A Zon Multimédia por possuir 80 por cento do mercado de televisão paga viu-se privada de concorrer.

Posteriormente será lançado um segundo concurso para a TDT de sinal aberto unicamente para seleccionar um operador que distribua o sinal do multiplex que incluirá a RTP 1, RTP 2, SIC e TVI, visto que estas televisões já possuem licença para transmissão nacional.

Foto: Antena interior de Televisão Digital Terrestre

22
Fev

Abertis Telecom

A Abertis Telecom foi autorizada pelo Governo espanhol a adquirir 28,4% do operador de satélites espanhol Hispasat, tornando-se assim no maior accionista. Note-se que esta operação carece ainda de validação da autoridade espanhola de concorrência, não se esperando no entanto qualquer obstáculo ao processo.

O operador Hispasat dispõe actualmente de uma frota de 3 satélites activos, obtendo a melhor cobertura no que à Península Ibérica diz respeito, encontrando-se neste momento a reforçar a sua liderança na América Latina. É também um dos parceiros do projecto Galileu, o sistema europeu de navegação por satélite.

16
Fev

O Brasil nos 70º Oeste

Autor: Daniel Marques

Os números não são rigorosos, mas andará entre os 16 e os 30 milhões de parabólicas apontadas para a posição orbital dos 70º Oeste no Brasil.

O satélite é brasileiro, até há bem pouco tempo o Brasilsat B1 ocupava esta posição, dada a sua velhice houve a necessidade de se fazer mover o Brasilsat B4 que ocupava outra posição orbital, de modo a substituir o primeiro. É essencial manter os 70º Oeste activos, afinal é a posição orbital mais importante do Brasil. Mas esta substituição que visa assegurar os serviços é provisória.

Está previsto para Abril o lançamento de um novo satélite brasileiro: o Star One C2. No que toca à capacidade da banda C, não haverá qualquer diferença para além do reforço da cobertura, com sinal mais forte. Serão os mesmos 28 transponders que o actual Brasilsat B4 possui. A diferença é que pela primeira vez um satélite brasileiro possuirá capacidade para emitir também em banda Ku.

O que torna esta posição tão frequentada, é o facto de transmitir os principais canais nacionais brasileiros, como a Globo, a Record, a Rede Bandeirantes, a SBT, entre outros canais. Dada a geografia do Brasil, é complicado por via terrestre cobrir todo o território, sendo muitas vezes esta a única maneira das pessoas acederem aos canais nacionais.

O seu sucesso deve-se também ao facto de ser a única posição orbital no Brasil que mantém canais analógicos, e dada a dificuldade da maioria das pessoas em adquirir novo equipamento digital, as emissoras mantêm a sua transmissão em sinal analógico. Só que isto causa um problema, o espaço em satélite encontra-se saturado, já que cada transponder permite apenas a emissão de dois canais analógicos. A passagem para o digital permitiria aumentar grandemente o número de canais, mas esta tarda em acontecer, e enquanto assim for, o problema da falta de espaço para emitir em banda C nos 70º Oeste continuará, e isto nem o novo satélite poderá resolver. Inclusivamente, o fabrico de receptores analógicos continua no Brasil. É um mercado grande demais para ser ignorado.

[Veja os mapas de cobertura dos novos satélites da série Star One]

14
Fev

Mira técnica

Está praticamente tudo alinhado para o arranque da TVI 24 no Verão deste ano, quem o diz é José Eduardo Moniz. A TVI 24 será um canal de informação que se pretende que seja de “referência” e “altamente competitivo”. Os mais informados, saberão certamente que a Prisa, proprietária do canal, tem bastante experiência na área da informação.

Moniz acrescenta que a estação terá um “perfil não coincidente com o dos seus concorrentes”, o que a meu ver é a única estratégia que a Prisa poderia ter, já que só marcando a diferença é que se poderá vir a liderar o mercado.

O director da TVI 24 será Henrique Garcia, que referiu uma clara aposta em redacções multimédia e numa cobertura noticiosa intensa.

Quanto às caras da estação, já foi apontado o nome de João Adelino Faria, jornalista que esteve na SIC desde a sua fundação, foi correspondente em Londres e fez dupla com Ana Lourenço na Edição da Noite da SIC Notícias.

Espero que a entrada de um novo player no panorama informativo em Portugal traga novas exigências, mas acima de tudo mais qualidade. Este se quiser adquirir alguma visibilidade terá de ter presença obrigatória nos pacotes analógicos da ZON TV Cabo e para isso, dada a escassez de posições analógicas, a ZON TV Cabo terá de optar por retirar um dos canais que actualmente constam no pacote analógico, isto se entretanto o pacote analógico não ficar descontinuado.