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Mar

A nova televisão

Autor: Daniel Marques

Este é um guest-post escrito por Rafael Cruz, vive no Rio de Janeiro - Brasil. É técnico de informática e programador web. Actualmente frequenta a Faculdade de Cinema da Universidade Federal Fluminense, em Niterói, Rio de Janeiro. Rafael escreve para o jornal O ECO, da Ilha Grande sobre turismo e meio ambiente. É aficionado por tecnologia, internet e web 2.0, além de ser um amante do xadrez e da animação computorizara. É ainda autor dos blogs Tecnologia e Cinema e Cucamonga e fundador do Clube de Xadrez Ajax e do Diário da Ilha Grande.

O surgimento comercial da TV, em meados dos anos 40 (mas especificamente após a Segunda Gerra) quase destruiu o cinema. Por quê? Se eu posso assistir filmes na TV do meu doce lar, porque iria ao cinema? Foi aí que uma esperta jogada salvou o mercado cinematográfico: Começou-se a produzir filmes em cores. As televisões domésticas eram preto-e-brancas. O interesse em assistir filmes em cores estourou e o cinema voltou a sua estabilidade. Veja o que uma simples criação pode fazer com todo um mercado. O cinema precisou rever os seus conceitos para não ser nocauteado.

Hoje, vemos situação semelhante com a TV. Sim, a mesma que quase destruiu o cinema, agora está perigando. Na verdade deste os anos 90. Quem é o inimigo desta vez: a internet.

O que está acontecendo? A partir dos anos 90, a internet começa a ganhar força, mas somente no final dele é que as aplicações pra vídeo tornam-se sensação na grande rede. Pra piorar a situação da TV, começou-se a falar em convergência digital e a internet começou a aparecer em outros gadgets, além do PC e laptop. A popularidade de celulares com video, itouchs, handheld, palms e outros brinquedinhos começou a incomodar a TV, pois a internet convergida para eles trouxe uma ilimitada gama de possibilidades de entretenimento. Vejamos uma rápida análise da TV e dos novos meios:

    TV:

  • À cores;
  • Estática;
  • Programação fixa;
  • Robusta;
  • Sem acesso à internet;
  • Baixa qualidade da programação;
  • Comerciais encrustados na programação.
    PCs:

  • Á cores;
  • Estático;
  • Programação sob demanda;
  • Robusto;
  • Com acesso à internet;
  • Tem qualidade de programação, haja vista ser o usuário que a escolhe;
  • Comerciais presentes, mas que podem ser ignorados, sem comprometer o que está se assistindo.
    Laptops e outros gadgets:

  • Á cores;
  • Portátil e prático;
  • Programação sob demanda;
  • Com acesso à internet;
  • Tem qualidade de programação, haja vista ser o usuário que a escolhe;
  • Comerciais presentes, mas que podem ser ignorados, sem comprometer o que está se assistindo.

Como vêem, a TV convencional está em ampla desvantagem em relação aos novos meios audiovisuais. A resposta para esta situação veio com a proposta da TV digital, que promete unir as facilidades que a internet trouxe junto à TV convencional. Ainda não tenho conhecimento de causa para afirmar se esta será uma resposta que terá sucesso em médio prazo, pois devemos lembrar que a TV continuará estática e robusta, desvantagens estas que são abismais em relação a portatibilidade e praticidade dos novos gadgets.

É esperar pra ver.

Este artigo foi publicado em Quarta-feira, Março 5th, 2008 às 9:02 na categoria Equipamento, Mercado, Tecnologia. Você poderá deixar um comentário.

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